domingo, 23 de novembro de 2008

Salvar o planeta é ser um "eco-chato"?

É comum a idéia de que, "salvar o planeta", ser ecológicamente e/ou politicamente correto é ser um chato de galochas, é coisa de nerds, de solitários, e por ai vai.
Na verdade salvar o planeta é um exercício de consciência de cada ser humano, é saber o seu lugar e sua importância no mundo. E posso ser sincera? Não é tão difícil assim .
Salvar o planeta vai desde participar de grandes manifestações contra empresas que poluem o meio ambiente, até ajudar uma família carente ou um projeto social (mesmo que seja uma única vez na vida).
Você ajuda o planeta quando separa seu lixo para reciclagem ou nã joga lixo no chão, compra produtos que não agridem o ambiente, faz um rodízio de caronas com os amigos do trabalho (e ainda economiza um dinheirinho), sede o seu lugar no ônibus ou metrô à alguém que precise ou se oferece para segurar a bolsa de quem está em pé no ônibus, quando não fuma em ambientes fechados, ou quando bebe e não dirige (não é chatice, essa atitude pode te garantir uns bons anos de vida, mesmo que você morra de cirrose depois, mas isso é assunto para outro post)...
Enfim, salvar o planeta é na verdade um investimento na sua qualidade de vida e de sua família e amigos, e você não precisa ser chato para fazer isso. Não estou falando de pegar no pé de ninguém, e sim de desenvolvimento de suas próprias novas atitudes. Acredite, boas atitudes são contagiosas. Pratique-as e experimente!

Abraços a todos!

A lição do beija-flor

... Era uma vez uma floresta num lugar longínquo, onde o Homem ainda não tinha chegado. Nessa floresta viviam muitos animais de diferentes espécies, tamanhos, cores e feitios. Era ainda o tempo em que os animais falavam.Certo dia, houve um incêndio, um grande incêndio, como nunca antes havia sido visto. Perante a tragédia, o pânico instalou-se. Os animais fugiam num alvoroço, cada um procurando, da melhor forma possível, fugir das chamas, da fumaça sufocante e do intenso calor que se fazia sentir, só pensando em colocar-se a salvo o quanto antes.Naquele cenário caótico, de desespero e medo coletivos, um pequeno animal teve um comportamento diferente. Na sua fragilidade, na sua singela figura, um beija-flor voava até ao lago e, com o seu pequenino e aguçado bico, recolhia, uma a uma, lenta mas persistentemente , gotinhas de água atrás de gotinhas de água, que ia depois deixando cair sobre o incêndio que lavrava cada vez mais descontrolado.Um outro animal, observando intrigado o comportamento do pequeno beija-flor, interrompeu a sua fuga e perguntou: - Beija-flor, você está louco? Porque se arriscas assim? Você acha verdadeiramente que vai conseguir apagar o incêndio dessa forma?O Beija-flor respondeu então:- Não... claro que não, eu sei que o meu pequeno esforço não será suficiente para apagar este incêndio tão grande mas... eu estou apenas... cumprindo a minha parte!