domingo, 7 de dezembro de 2008

Soluções para as sacolinhas plásticas

Por Romannessa Sanches
Quem tem entre 20 e poucos e 30 anos ou mais deve se lembrar das velhas sacolas de feira de nossas mães e avós. Com o surgimento dos sacos de papel e principalmente das sacolas plásticas, as sacolas de feira tornaram-se ultrapassadas e logo foram deixadas de lado.




Atualmente, com as mudanças climáticas "atacando" a humanidade, a preocupação em reduzir e/ou retirar os fatores poluentes do meio ambiente cresce vertiginosamente, e as sacolinhas plásticas são um dos alvos por serem altamente poluentes.
O plástico, nesse caso a sacola plástica, leva cerca de 400 anos para se decompor no meio-ambiente. Ai você pensa "E eu com isso?". Bem, você tem a ver com isso quando...
1. Começa a faltar água própria para consumo, ou mesmo água de forma geral, na sua casa, no bairro etc;
2. Ou quando o excesso de plástico sobre o solo faz com que ele se torne infértil. E com menos solo produtivo disponível se produz menos alimentos, maaas...a procura por eles não diminui. Resultado? Você vai pagar mais pelo pé de alface, o tomate, a batata frita e até pelo seu hamburguer (sim, porque as vacas precisam de pasto para ter carne. Ah, seu hamburguer é de soja? E por acaso ela cai do céu???);
3. (ESSA É A MINHA FAVORITA!!!) Quando chove e os bueiros estão cheeeios de sacolas (entre outros muitos tipos de lixo) e a cidade alaga toda. (E você ai pesando que era castigo de Deus...)
Agora vamos a parte boa deste post, as soluções!
1. Já pensou em reutilizar suas sacolas no supermercado?
Muita gente reutilizar as sacolinhas como sacos de lixo, e acho um uso super interessante, melhor que comprar sacos de lixo e poluir ainda mais. O problema é que às vezestemos mais sacolas guardadas que lixo pra colocar nelas. Uma solução é usar as sacolinhas novamente no mercado.
Hoje não sofremos mais com a inflação, por isso é comum irmos ao mercado várias vezes para comprar pequenas quantidades. Nessas ocasiões sugiro dobrar uma meia dúzia de sacolas e colocar na bolsa, ou bolso (tente usar sacolas do mercado(s) em que vai comprar), depois é só tirar da bolsa e reutilizar;
2. A outra opção é usar a tal sacola de feira, ou carrinho de feira, de que falavamos no início desta postagem.
E então, vamos mudar alguns hábitos???

Empresas investem em produtos ecológicos

O texto abaixo é do programa Pequenas Empresasa, Grandes Negócios da Rede Globo, que foi ao ar no domingo, 07/12/08. Para ver o programa na internet clique nesse link:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM921413-7823-SAIBA%20COMO%20GARRAFAS%20PET%20SÃO%20TRANSFORMADAS%20EM%20BOLSAS%20E%20CALÇADOS,00.html

Garrafas Pet são transformadas em tecido para bolsas e calçados. A mamona é a matéria-prima para a fabricação de um fluido de corte usado em retíficas.
Além de ajudar o meio ambiente, os produtos ecologicamente corretos têm uma clientela cada vez maior. Em todo o país, o Sebrae ajuda pequenas empresas a transformarem boas idéias em negócios lucrativos.
“A questão da inovação do produto, da inovação tecnológica, ela é fundamental para distinguir novas empresas para que ela possa competir num ambiente globalizado de maneira efetiva competindo, inclusive, com outras empresas, com outros produtos similares no mundo e não só a nível de Brasil”, afirma Antonio Carlos de Aguiar Ribeiro, do Sebrae de São Paulo.
Em Piracicaba, no interior de São Paulo, o empresário Gustavo Lucchesi lucra com um produto ecologicamente correto. Ele trocou o petróleo pela mamona. O vegetal é à base de um novo tipo de fluido de corte para retificação.
“Um fluido de corte é um tipo de lubrificante e ao mesmo tempo refrigerante envolvido no processo de corte de ferramentas especiais em metais”, diz o empresário Gustavo Lucchesi.
O fluido à base de mamona foi lançado em maio e já é testado em várias indústrias de São Paulo. São produzidos de 3 a 5 mil litros por semana. O produto não agride a natureza ao ser descartado.
“Ele não é tóxico, ele é 100% biodegradável, a facilidade de manuseio dele por ele não ter cheiro, ele não ataca a pele dos operadores”, explica Gustavo.
A escola do Senai, na cidade, comprou o produto. O fluido de corte é colocado no torno computadorizado. Ele lubrifica e esfria a ferramenta de corte que produz as peças. Dois mil alunos usam o produto.
“Ele não oxida a peça. A ferramenta tem muito menos desgaste com esse tipo de produto do que outros produtos similares”, diz o professor Umberto Fernando Marson.
No Rio de Janeiro uma empresa também aposta no diferencial para conquistar mercado. Os calçados e bolsas parecem feitos com tecido normal. Mas a matéria-prima é garrafa Pet reciclada. Idéia da empresária Rita Simpson.
“Eu acho que o que é inovador é o que chama atenção das pessoas”, diz a Rita Simpson.
Metade das três bilhões de garrafas Pet produzidas, por ano, no Brasil é reciclada. O resto é descartado em lixões e polui rios e lagos. Uma solução para o problema é transformar as sobras em tecido.A matéria-prima dos calçados e bolsas é fabricada no Rio Grande do Sul. A garrafa Pet é cortada e os fios são misturados com juta e sobras de algodão orgânico. São necessárias 20 garrafas de dois litros para fazer um quilo de tecido Pet. Ele custa, em média, R$ 5 mais caro que os tradicionais.
A linha Pet já é responsável por 15% da produção da fábrica. São 300 bolsas e 2,5 mil pares de calçado por mês. A empresa trabalha com margem de lucro reduzida para baixar o preço de venda e popularizar o produto.
“Não é só o interesse do lucro, eu estou apostando na consciência ecológica, em despertar isso para os meus clientes, eu estou apostando no diferencial da história”, afirma a empresária Rita.
O Sebrae conseguiu um financiamento bancário para a compra de 12 máquinas. A mudança aumentou a produção. Para incentivar a criação de novos modelos, o Sebrae coloca estilistas nas indústrias de moda do Rio de Janeiro. A ação faz parte de uma estratégia para ganhar o mercado externo.
“Os chineses fazem em grande escala. Então a única maneira da gente derrotar é mostrando produtos com design, produtos dentro de tendências, cores diferentes, usando a criatividade brasileira”, comenta Andréia Lopes, consultora do Sebrae do Rio de Janeiro.
A linha Pet começa a entrar na moda. Uma loja de Ipanema encomendou 70 pares de calçados.
“O conforto é comum como se eu estivesse utilizando mesmo um couro. É mais pelo apelo mesmo. Pegar a moda e trazer para uma responsabilidade social mesmo”, explica o lojista Rodrigo Barros de Souza.
“Para cada cliente que eu mostro eu tento passar esse conceito, essa idéia de quanto é importante a gente reciclar, tirar todo o lixo da natureza, para amanhã a gente ter um mundo melhor”, diz Rita Simpson.

domingo, 23 de novembro de 2008

Salvar o planeta é ser um "eco-chato"?

É comum a idéia de que, "salvar o planeta", ser ecológicamente e/ou politicamente correto é ser um chato de galochas, é coisa de nerds, de solitários, e por ai vai.
Na verdade salvar o planeta é um exercício de consciência de cada ser humano, é saber o seu lugar e sua importância no mundo. E posso ser sincera? Não é tão difícil assim .
Salvar o planeta vai desde participar de grandes manifestações contra empresas que poluem o meio ambiente, até ajudar uma família carente ou um projeto social (mesmo que seja uma única vez na vida).
Você ajuda o planeta quando separa seu lixo para reciclagem ou nã joga lixo no chão, compra produtos que não agridem o ambiente, faz um rodízio de caronas com os amigos do trabalho (e ainda economiza um dinheirinho), sede o seu lugar no ônibus ou metrô à alguém que precise ou se oferece para segurar a bolsa de quem está em pé no ônibus, quando não fuma em ambientes fechados, ou quando bebe e não dirige (não é chatice, essa atitude pode te garantir uns bons anos de vida, mesmo que você morra de cirrose depois, mas isso é assunto para outro post)...
Enfim, salvar o planeta é na verdade um investimento na sua qualidade de vida e de sua família e amigos, e você não precisa ser chato para fazer isso. Não estou falando de pegar no pé de ninguém, e sim de desenvolvimento de suas próprias novas atitudes. Acredite, boas atitudes são contagiosas. Pratique-as e experimente!

Abraços a todos!

A lição do beija-flor

... Era uma vez uma floresta num lugar longínquo, onde o Homem ainda não tinha chegado. Nessa floresta viviam muitos animais de diferentes espécies, tamanhos, cores e feitios. Era ainda o tempo em que os animais falavam.Certo dia, houve um incêndio, um grande incêndio, como nunca antes havia sido visto. Perante a tragédia, o pânico instalou-se. Os animais fugiam num alvoroço, cada um procurando, da melhor forma possível, fugir das chamas, da fumaça sufocante e do intenso calor que se fazia sentir, só pensando em colocar-se a salvo o quanto antes.Naquele cenário caótico, de desespero e medo coletivos, um pequeno animal teve um comportamento diferente. Na sua fragilidade, na sua singela figura, um beija-flor voava até ao lago e, com o seu pequenino e aguçado bico, recolhia, uma a uma, lenta mas persistentemente , gotinhas de água atrás de gotinhas de água, que ia depois deixando cair sobre o incêndio que lavrava cada vez mais descontrolado.Um outro animal, observando intrigado o comportamento do pequeno beija-flor, interrompeu a sua fuga e perguntou: - Beija-flor, você está louco? Porque se arriscas assim? Você acha verdadeiramente que vai conseguir apagar o incêndio dessa forma?O Beija-flor respondeu então:- Não... claro que não, eu sei que o meu pequeno esforço não será suficiente para apagar este incêndio tão grande mas... eu estou apenas... cumprindo a minha parte!